Hoje a saudade tem um nome – Texto a Marcello Tijolo

Esse texto foi escrito por ocasião desses 365 dias de ausência do nosso amigo Marcello Tijolo e lido por Álvaro Mamute, seu sobrinho, na missa realizada no Salão Nobre da Gávea, no dia 17/01, que contou com mais de 90 pessoas.

Esse texto foi um dos mais difíceis que já escrevi na vida. E não só o dedico ao Tijolo, mas também à sua família: seu pai, Roberto Freire; sua mãe, Madalena Morais; sua irmã, Maura Freire; seus filhos; e aos meus amigos Bruno Nin e Leila Neiva.

Agradeço de coração à família Freire pelo carinho comigo. Como disse ao Seu Roberto e à Dona Madalena:

Jamais serei capaz de completar esse vazio dentro de vocês, mas serei um ardoroso zelador pela memória do Tijolo e defensor incansável do seu legado.”

Texto/poesia – Hoje a saudade tem um nome:

Hoje a saudade tem um nome: Marcello da Cunha Freire, o nosso Marcello Tijolo!
E não é só de saudade que nos alenta o coração a sua memória, mas de suas melhores lembranças!
Aqui, cada um de nós trouxe um pedaço do Marcello!
É como se tivesse construído, tijolo por tijolo, uma lembrança eterna em cada um de nós!!!

Em seus filhos, sua imagem; em seus pais, sua semelhança; em seus irmãos, seu espelho; em seus amigos, a fraternidade!…
Em todos nós, o amor!…
Os seus traços estão na flor mais linda, Madalena!
O seu raciocínio e características, na mente mais analítica, Roberto!
Deles, o seu lado bom, o que melhor externou aqui ao próximo!

Em volta de sua vida, muitos laços de vidas!
Em volta de suas ideias, novos ideais!
E de seus legados, novos legados que surgem a cada dia!

Ainda é difícil aceitar a sua partida precoce e inesperada!
Ainda é difícil aceitar que foi um até logo, um até breve!
Parece que nos faltou o último abraço, a última conversa, a última risada…
Na verdade, é difícil “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.
É praticamente impossível!
Mas nos conforta saber que está bem, que está vivo, mesmo que para alguns isso seja incompreensível e irracional!

Aqui celebramos o Marcello forte, aguerrido, determinado,
o Marcello que nunca se abateu diante das dificuldades, das adversidades e da tristeza.
Celebramos o Marcello do Flamengo!
O Marcello do Salgueiro!
O Tijolo de sempre!
O filho, o pai, o irmão, o marido, o amigo!…

É difícil, realmente, não se emocionar em reuniões como essa!
Nos faltam palavras diante de tanta emoção!
Mas, ainda assim, nos resta a maior certeza de todas:
a do amor mútuo, eterno e verdadeiro, que nem mesmo os momentos de partida cessam, minimizam, apagam!…

Obrigado por tudo, Marcello Tijolo!!!!
Termino este texto com o tamanho do amor e da saudade que sentimos por você não estar aqui:
sem fim!

Com amor,
Tulio Rodrigues

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