I
Eu, mulher de tantos amores,
homens, desilusão…
Casada eu fui com a tristeza e traição
por não ter a forma e nem o cheiro de flores
Mas, mesmo assim, ainda
no meu ato obsceno, eu gemia
e na hora do prazer de feia, ele via,
que se fartava com a mulher mais linda!
II
Os meus olhos estão marejados
porque não me lembro a quantos homens eu
me dei
sei que o último com quem deitei,
deixava-me com os olhos virados,
estática, presa de bruços em sua teia
Ele fazia promessas e juras
e junto ao meu corpo que sua mão tateia
dizia-me:
— Deixa que o meu prazer te cure,
aí esquecerás as minhas mentiras e eu que tu és
feia!
Autor: Tulio Rodrigues
Publicado nos livros: Ensaio Poético: E-book e Físico e Fragmentos Poéticos: E-book
Imagem: Por Walkerssk via Pixabay