Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonado pela obra de Chico Buarque. Essa admiração veio por influência da minha mãe. Minha vida mudou quando ouvi o CD Minha História, uma coletânea com seus maiores sucessos. A partir daquele momento, mergulhei no universo multifacetado de sua obra musical.
Hoje, tenho um acervo bastante rico sobre Chico: discografia completa, livros, DVDs e documentários. Através dele, descobri outros grandes artistas. Em 2012, tive a sorte de presenciar a gravação do DVD Na Carreira, registrado durante os shows de seu último álbum na época (Meu “encontro” com Chico Buarque).
Chico também é um dramaturgo de enorme talento. Suas peças, como Calabar, Roda Viva e O Grande Circo Místico, são leituras obrigatórias. Seus romances, como Benjamin e Leite Derramado, também são imperdíveis.
Toda a obra de Chico me inspira. Já escrevi poemas e sonetos baseados em suas músicas e personagens. Um deles, “Na Casa da Pedreira“, foi inspirado em “Sinhá” (parceria com João Bosco), do álbum Chico (2011). No poema, misturo trechos da canção com meus próprios versos. Outro, “Cale-se“, usa a melodia de “Cálice” (com Gilberto Gil) para homenagear Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar. Também tenho sonetos inéditos inspirados em sua obra.
Chico merece todas as celebrações. Ele é um dos artistas mais completos que o Brasil já produziu. E, como num acaso poético, seu aniversário coincide com a Copa do Mundo no Brasil. Mesmo na França, finalizando seu novo romance (a ser lançado pela Companhia das Letras), certamente ele está feliz com a bola rolando em sua terra.
Parabéns, Chico! Seu legado segue inspirando gerações.
Autor: Tulio Rodrigues
Foto: Divulgação/ Mario Canivello