Para o Flamengo, basta-lhe a camisa

O Flamengo (…) não precisava de time para conquistar o campeonato. Bastava-lhe a camisa
Mário Filho.

Fé!
Acreditar no impossível,
a confiança absoluta,
inquebrável, esplêndida,
a virtude fiel
da alma humana,
a dignidade florescida
naquilo que se ergue.

A camisa!
O Manto Sagrado,
a veste inviolável,
a mística sacra
que transforma o humano
numa divindade
eterna, possante,
mais forte do que se acredita!

Nação!
Onipresente!
Ela não vai, está!
Onisciente!
Ela não aprende, ensina!
Onipotente!
Ela tudo pode,
movimenta e encanta!

Até o fim!
Rondinelli em 78,
o Deu da Raça!
Pet em 2001,
o Gringo Mais Amado!
Angelim em 2009,
o Herói improvável!
Gabriel em 19,
o anjo eterno!

O Flamengo!
Infernum, o elísio,
a religião que nos religa
e nos maltrata!
O amor que nos bate
e nos arrebata!
A paixão que nos move
e que nos mata!

A camisa do Flamengo!
Quando nada mais inspira
a carne e a cabeça humana,
quando não há mais time,
técnico e tática,
é quando nos surge o irresistível,
o indizível e o inexplicável.
Para o Flamengo, basta-lhe a camisa!

Autor: Tulio Rodrigues

1 comentário em “Para o Flamengo, basta-lhe a camisa”

  1. Pingback: Fragmentos Poéticos – Quarto livro de Tulio Rodrigues - Tulio Rodrigues

Deixe um comentário