Não pare

Meu coração
sem força,
na forca,
descompassado e sem bombeação.

O mundo é grande
para um pequeno coração.
Veias entupidas, que alarde
pra um bazar sem emoção.

Até quando há de agüentar
tanta alegria e tristeza,
a sensação do mar,
a energia da natureza?

O cigarro, antigo amigo
agora é alerta pro perigo.
Que fazer agora?!
Dar-me um de aço
todo de presente
como era outrora

revestido por um tecido
coberto de pelos?
É novo, mas já enfraquecido.

Ele bate como anarquia, e não se cala.
Bate coração, por favor, não pare
pra esse poeta esquecido.

Autor: Tulio Rodrigues
Publicado no livro Ensaio Poético: E-book e Físico

Imagem: Por JanBaby via Pixabay

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