O meu chamado

Um som estridor no permeio de minha alma,
surgiu como uma cólera latente e atroz
que me chamava para os cânticos líricos,
levando-me à redoma eterna dos deuses da poesia.
E fui, fui numa voluptuosidade para um mundo
espectro como um novel totalmente virgem.

Porém, já estava púbere pra cair descarnado
a toda forma poética como um sândalo.
Cá estou eu, deixando de ser homem, a buscar
até na alma formosa feminina, respostas a todo
ser que vê mistério em todas as coisas.

A poesia é lépida, frágil como o corpo da fêmea alva…
Casta como a flor crescente à beira do riacho nu. Já o
poeta tem alma ubíqua, vasta e perceptível aos
anseios de sua própria poesia. O poeta psicografa no
papel tudo aquilo que vem de seu espírito. Enfim, o
poeta é parasita de tudo que surge de sua alma. E por
isso, a tudo isso, que eu a poesia fui chamado!

Vídeo com a declamação da poesia “O meu chamado”

Autor: Tulio Rodrigues
Publicado nos livros: Ensaio Poético: E-book e Físico e Fragmentos Poéticos: E-book

Imagem: Por SolaGratia via Pixabay

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