Homenageado Tulio Rodrigues no sarau “Pura Poesia” – Telma Moreira

No dia que fui homenageado no Sarau “Pura Poesia”, amigos poetas me homenagearam com poesias e sonetos. Aqui posto a homenagem feita pela minha querida amiga Telma Moreira.

Querida Telma, obrigado pelo carinho de sempre, desde os idos de 2010 lá no seu evento e aos amigos do “Pura Poesia” pela homenagem que muito me emocionou!

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Homenagem no Sarau Pura Poesia

Tulio Rodrigues

Tive a honra de ser convidado pelo mestre Manoel Virgílio para ser o homenageado no Sarau “Pura Poesia” este mês. O “Pura Poesia” é um sarau de amigos em que cada mês um deles é o homenageado. A abertura fica por conta dos poetas que prestam homenagens declamando suas poesias.

Fiquei muito emocionado, pois fui recebido com enorme carinho pelos meus amigos da poesia e sendo agraciado com um soneto composto por Manoel Virgílio. Depois Telma Moreira, Ângela Chagas, Maria Esmeralda e Eliana Calixto leram meus sonetos e poesias. A cantora e poeta Mariza Sorriso ainda me deu a honra de ser lido por ela.

Tulio Rodrigues

Recebi muitas palavras de carinho, homenagens a minha maior inspiração, a minha filha Maria Elis e saí do Sarau “Pura Poesia” inspirado, com o fôlego poético pulsando. Mês que vem tem mais e estarei lá e de volta com força total ao âmago mágico da poesia.

Veja um pouco do que rolou no Sarau. Como era o homenageado, não deu para operar a câmera, mas contei com a ajuda do garçom.

Fotos

Fotos: Tulio Rodrigues – Maria Esmeraldina –
Publicado por Poeta Tulio Rodrigues em Sexta, 26 de fevereiro de 2016

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Texto a Marcello Tijolo – Hoje a saudade tem um nome

Poeta Tulio Rodrigues
Fotos: Maura Freire

Esse texto foi escrito por ocasião desses 365 dias de ausência do nosso amigo Marcello Tijolo e lido por Álvaro Mamute, seu sobrinho na missa realizada no Salão Nobre da Gávea, no dia 17/01 que contou com mais de 90 pessoas.

Esse texto foi um dos mais difíceis que já escrevi na vida. E não só dedico ele ao Tijolo, mas à sua família: Seu pai Roberto Freire, sua mãe Madalena Morais, sua irmã Maura Freire, seus filhos e aos meus amigos Bruno Nin e Leila Neiva.
Agradeço de coração a família Freire pelo carinho comigo. Como disse ao Seu Roberto e Dona Madalena: “Jamais serei capaz de completar esse vazio dentro de vocês, mas serei um ardoroso zelador pela memória do Tijolo e defensor incansável do seu legado”.
Texto – Hoje a saudade tem um nome:

Hoje a saudade tem um nome: Marcello da Cunha Freire, o nosso Marcello Tijolo! E não é só de saudade que nos alenta nosso coração a sua memória, mas de suas melhores lembranças! Aqui, cada um de nós trouxe um pedaço do Marcello! É como se tivesse construído tijolo por tijolo uma lembrança eterna em cada um de nós!!!

Em seus filhos, sua imagem, em seus pais, sua semelhança, em seus irmãos, seu espelho, em seus amigos, a fraternidade!… Em todos nós, o amor!… Os seus traços estão na flor mais linda, Madalena! O seu raciocínio e características na mente mais analítica, Roberto! Deles, o seu lado bom, o que melhor externou aqui ao próximo!

Em volta de sua vida, muitos laços de vidas! Em volta de suas ideias, novos ideais! E de seus legados, novos legados que surgem a cada dia!

Ainda é difícil aceitar a sua partida precoce e inesperada! Ainda é difícil aceitar que foi um até logo, um até breve! Parece que nos faltou o último abraço, a última conversa, a última risada… Na verdade é difícil “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. É praticamente impossível! Mas nos conforta saber que está bem, que está vivo mesmo que para alguns isso seja incompreensível e irracional!

Aqui celebramos o Marcelo forte, aguerrido, determinado, o Marcelo que nunca se abateu diante das dificuldades, das adversidades e da tristeza. Celebramos o Marcello do Flamengo! O Marcello do Salgueiro! O Tijolo de sempre! O filho, o pai, o irmão, o marido, o amigo!…

É difícil realmente não se emocionar em reuniões como essa! Nos faltam palavras diante de tanta emoção! Mas ainda assim nos resta a maior certeza de todas: A do amor mútuo, eterno e verdadeiro que nem mesmo os momentos de partida cessam, minimiza, apagam!…

Obrigado por tudo, Marcello Tijolo!!!! Termino esse texto com o tamanho do amor e da saudade que sentimos por você não estar aqui: sem fim!

Com amor, Tulio Rodrigues

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Poesia: Resposta a carta de uma querida poeta

Poeta Tulio Rodrigues
Imagem: Blog Com Conto

Em resposta ao texto “Carta a um amigo poeta” da querida Vivi Mariano

Eu lhe propus somente um desafio!
Convido-lhe já faz anos a fio!
Roguei seus textos, dores, sentimentos
para nos dar a luz uma poesia
que contenha mais versos de alegria
sem traços de tristeza e de tormentos!

Mas continuam seus blocos devastados
pelos seus sentimentos revirados
por um vazio causado pela dor!
E assim você divaga em labirintos
com mais temas e assuntos tão distintos
sem querer chegar mais perto do amor!

Amor foi feito pra não se entender,
explicar, mas é pra sentir, viver…
O amor está nas flores, numa criança,
nos animais… O amor está na arte
e até no amor que nos chega e que parte,
mas não nos leva nunca a esperança!

As mulheres da vida, meretrizes,
têm o seu valor, formas bissetrizes
e até mesmo um quê que nos encanta!
Vivem das mais antigas das labutas,
vivem sendo mulheres, sendo putas
e se deitando até com quem se espanta!

Mas que nunca lhe falte uma caneta
com cores mais diversas, azul, preta
e que jamais lhe falte um bom papel
para versos alegres e melhores
pois sei que já passou por dias bem piores
que lhe deixaram um gosto vil de fel!

Nessa minha sextilha que termino,
eu deixo em verso, um gosto cappuccino
tão simples quanto andar de bicicleta!
Agora vou dizer com um versinho
que vou deixar com todo meu carinho,
um beijo e um abraço desse poeta!

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Poesia: Não pare

Poeta Tulio Rodrigues

Meu coração
sem força,
na forca,
descompassado e sem bombeação.

O mundo é grande
para um pequeno coração.
Veias entupidas, que alarde
pra um bazar sem emoção.

Até quando há de agüentar
tanta alegria e tristeza,
a sensação do mar,
a energia da natureza?

O cigarro, antigo amigo
agora é alerta pro perigo.
Que fazer agora?!
Dar-me um de aço
todo de presente
como era outrora

revestido por um tecido
coberto de pelos?
É novo, mas já enfraquecido.

Ele bate como anarquia, e não se cala.
Bate coração, por favor, não pare
pra esse poeta esquecido.

Rio de Janeiro, 09 de novembro de 2004.
Publicado em meu primeiro livro “Ensaio Poético” em 2009.

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#Chico70Anos – Evoé, meu grande artista

Quem me conhece sabe como sou apaixonado pela obra de Chico Buarque. Isso se deu por influência de minha mãe. A minha vida mudou ao por para tocar o Cd “Minha história” que contém as melhores músicas de Chico. A partir daquele momento, me aprofundei na vasta obra musical multifacetada do artista.

Hoje tem um acervo bastante rico da obra musical de Chico. Tenho a discografia completa, livros, todos os DVDs e documentários. Através de Chico, pude adentrar o universo de outros grandes artistas. Em 2012 pude ver de perto a gravação do seu último DVD (Meu “encontro” com Chico Buarque), o “Na Carreira”, oriundo do show de seu último disco.

Chico é também dramaturgo de enorme talento. É obrigatória a leitura de sua obra teatral como Calabar, Roda Viva, O grande circo místico… Seus romances também são uma grande pedida com Benjamin, Leite derramado…

Para mim, toda a obra de Chico Buarque é inspiradora. Tenho alguns poemas e sonetos inspirados em suas músicas e personagens. Um dos poemas que fiz tendo uma canção de Chico como inspiração foi o poema “Na casa da Pedreira” em que uso a sua canção “Sinhá”, em parceria com João Bosco, do seu último disco de inéditas, “Chico”, lançado em 2011. No poema faço uma interação com a música de Chico e os versos do meu poema. Outro poema que uso da música de Chico é o “Cale-se”. Nesse poema, uso a melodia da música “Cálice”, de Chico e Gilberto Gil para homenagear Vladimir Herzog, assassinado covardemente por militares nos tempos idos da ditadura. Há ainda sonetos que fiz, mas ainda não publiquei.

Nesses 70 anos de Chico Buarque, completados dia 19 de junho, vem junto de diversas homenagens ao artista pela marca importante. Uma das homenagens mais bacanas é feito por um fã que numa página intitulada “Chico 70 Anos”, relembra de forma detalhada 70 canções mais marcantes da carreira de Chico. Recomendo não só a visita, mas a permanência na página para saborear diversas curiosidades. Hoje foi até publicado um belíssimo texto: http://chico70anos.tumblr.com/post/89264449203/70

A grande mídia também preparar homenagens na TV. Hoje a Globo News apresenta o programa “Arquivo N”: Chico Buarque completa 70 anos; Arquivo N relembra trajetória do artista.

O jornal “O Globo” traz em seu site um grande acervo com muita coisa sobre a vida e obra de Chico Buarque: Chico Buarque completa 70 anos.

O jornal “Zero Hora” nos brinda com diversas atividades, discos, DVDs, documentários e programas que serão lançados em homenagem aos 70 anos de Chico: Chico Buarque completa 70 anos e recebe homenagens.

Fica a homenagem ao Grande e um dos mais completos artistas que o Brasil tem em seu berço.

Não à toa, Chico completa justamente no mês da Copa do Mundo no Brasil, o seu septuagésimo aniversário. Mesmo estando na França, terminando o seu mais novo romance a ser lançado ainda este ano pela Companhia das Letras, Chico deve estar radiante pela bola redondinha que rola aqui na Terra.

Parabéns, Chico!



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Poesia: Anjo que te guia

Poeta Tulio Rodrigues

Amor, eis que quando te vi
algo em ti, o meu coração anseia.
Muito mais é esta boca que te lambuza e beija.
Seja à noite ou ao dia
no céu repousas quieta
e em meio a tudo isso, sou o anjo que te guia.

Publicado no meu primeiro livro solo, “Ensaio Poético” (ed. Virtual Books).

* Estátua de Cupido e Psique esculpida pelo italiano Antonio Canova(Treviso, 1757 – Veneza, 1822), hoje no Museu do Louvre, Paris. Esta é uma das mais populares e apreciadas obras do grande escultor, um exemplo do gosto neoclássico. Foi feita de mármore Carrara branco polido.

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Poesia: Chuva

Poeta Tulio Rodrigues

Caia chuva!
Às vezes fria e mesquinha,
nunca perca sua candura,
mesmo ao cair do céu enjoada e fininha.

Caia chuva!
Dê água às belas flores
que não brilham sem a lua.
Só se ver a neblina, sem o sol não há cores.

Caia chuva!
Dê vida aos secos jardins
que depois ficam lindos como plumas
igual às asas do anjo Serafim.

Caia chuva!
Jogue água onde está seco,
a pequena parte é sua,
dê sentido à alma, coragem onde há medo.

Caia chuva!
Findando as noites dos boêmios.
Não importa como flua,
simplesmente apague os incêndios.

Caia chuva!
Molhe o belo corpo dessa menina,
escorrendo entre suas coxas sem pudor.
Ela embriaga-se só pelo fato de estar nua.
Quero vê-la, tocá-la, sentir o amor e ver que não é mentira.

Caia chuva!
As nuvens estão pesadas.
É Deus que quer lhe ver pura
para apreciarmos a noite estrelada
e nos amarmos com o brilho da lua.

Tulio Rodrigues

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Poesia: Teu corpo, minha pátria

Longe de ti, estou exilado de minha metade!
Teu corpo é como a minha pátria!
A minha pátria de mares, cachoeiras, pássaros…
A minha pátria, o meu repouso, o meu abrigo…
Pátria minha tão distante, tão longe…
Sigo em outro pouso, em outra terra…
E sinto falta do cheiro do teu pescoço nu,
dos teus seios firmes como duas catedrais,
dos movimentos tântricos de tua dança
e, da tua pele macia e pura como algodão!
Chorei duas mil vezes a tua ausência
e mutilado, me enfureci como uma tempestade!
Entre nós um imenso oceano de distância
e uma imensa diferença de intenções!
A minha pátria segue em completa confusão
de ideias, ideais e de tantos pensamentos!
Não posso retornar a minha pátria,
não posso retornar ao teu corpo!
Tanto a me impedir o cheiro fresco de teu hálito,
o clima do outono invernal de minha pátria!
Fui perseguido por tentar insistir tanto
e o meu retorno se tornou impossível!
Me restou somente lamentar sozinho,
morrer aos poucos em breves atos de adeus,
e ver o brilho da lua e das estrelas todos os dias 
e me convencer que não há brilho, que brilhe como os olhos teus.
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