Resenha sobre o livro “Um jogo cada vez mais sujo” de Andrew Jennings

Fiz uma resenha sobre o novo livro do jornalista investigativo Andrew Jennings, “Um jogo cada vez mais sujo” lançado recentemente no Brasil pela editora Panda Books no Blog Ser Flamengo. O livro traz o prefácio do Deputado Romário, e revela os casos de corrupção na FIFA como manipulação na escolha das sedes da Copa do Mundo, venda de ingressos no mercado negro e até mesmo sobre a eleição da FIFA.

A resenha e todas as informações seguem abaixo:

Sobre “Um jogo cada vez mais sujo”, novo livro de @AAndrewJennings da editora @pandabooks http://t.co/qAn3QZmAS1 pic.twitter.com/CYti6hYIyP
— Tulio Rodrigues (@PoetaTulio) 9 junho 2014

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A verdade sobre o Itaquerão

Poeta Tulio Rodrigues


A revista Exame em sua última edição nos trouxe dados curiosos que revelam os mistérios envoltos da construção do estádio Itaquerão do Corinthians. Como e por quem foi financiado o estádio? Quem são os responsáveis pelo Itaquerão? Quais os planos do Corinthians para obter lucro com o estádio? Quais os excessos na construção? O Corinthians vai conseguir pagar o estádio?

QUANTO CUSTOU?
INCENTIVOS FISCAIS
BNDES
CAIXA ECONÔMIA FEDERAL
Concedidos pela prefeitura de São Paulo
Financiamento ProCopa, repassado pela Caixa Econômica Federal
Empréstimo adicional
420 milhões
400 milhões
350 milhões
1,2 bilhão de reais







O custo inicial do estádio era de 820 milhões de reais, porém, foi 250 milhões de reais maior que o previsto mais 100 milhões que o Corinthians precisava pagar a Odebrecht que foi obrigada a financiar o inicio das obras já que ninguém queria emprestar dinheiro ao clube. Para bancar os 350 milhões, era preciso encontrar um banco. E aí que a Caixa Econômica Federal entrou para cobrir o buraco.
AS INVESTIGAÇÕES
Três autarquias estão investigando os repasses de dinheiro público para a construção do estádio. O Itaquerão é o estádio mais investigado e fiscalizado entre os demais que sediarão jogos da Copa. O clube deu ao BNDES como garantia terrenos avaliados em 1,2 bilhão de reais na zona leste de São Paulo. Os valores são 30% maior do que os imóveis prontos da região. O Ministério Público Federal investiga o caso. O Ministério Público de São Paulo investiga a concessão de incentivos tributários de 420 milhões de reais ao clube. O Tribunal de Contas da União acusa o BNDES de não divulgar as informações requisitadas sobre a operação de crédito feita para financiar o estádio e apurar o empréstimo.
OS ENVOLVIDOS
LULA – O ex-presidente teve interesses diversos para ajudar na construção do estádio. O Corinthians é seu clube de coração e conta com muitos eleitores. Além de reforçar seu nome, trabalha para que Andrés venha como candidato a Deputado Federal pelo PT. Foi quem levou Andrés ao encontro de Marcelo Odebercht.
ANDRÉS SANCHES – Sonha em presidir a CBF e usa o Itaquerão como palanque para fortalecer seu nome. É o gestor da obra.
MARCELO ODEBRECHT – Presidente do grupo Odebrecht. Seu maior interesse é lucrar com o estádio. Estourou o orçamento de 820 milhões de reais, elevando o custo para 1,2 bilhão de reais.
GILBERTO KASSAB – Quando ainda prefeito em 2011, sancionou uma lei que permitia até 420 milhões de reais em incentivos tributários para o projeto.
OS EXCESSOS
Os maiores telões do mundo – Com 170 metros de comprimento por 20 metros de altura, o telão instalado na fachada leste do estádio é considerado o maior do mundo. Mais dois telões serão comprados e instalados após a Copa do Mundo.
Iluminação de ponta – A potência dos 350 refletores instalados na Arena Corinthians tem o dobro da capacidade da Allianz Arena, do Bayern de Munique e quase 40% mais que a do Maracanã.
Gramado da Europa – O estádio tem grama de clima frio. Para evitar o calor, 43 quilômetros de tubos foram instalados para resfriar o gramado que custou 8 milhões de reais.
Vaso japonês – As torneiras e os vasos sanitários dos 53 banheiros foram feitos no Japão e suportam 500 quilos de peso, mas custaram 2 milhões de reais mais do que o previsto.
COMO PAGAR O ESTÁDIO?
  
BILHETERIA
CAMAROTES
NAMING RIGHTS
O Corinthians prevê média de 30 mil pessoas, com ingressos entre 30 e 600 reais. Porém a receita do Clube nunca passou de 35 milhões de reais. O Milan, da Itália, um dos dez Clubes que mais faturam no mundo, ganha 79 milhões de reais por ano com partidas oficiais.
Vender 14.100 assentos especiais, como camarotes patrocinados por empresas. O problema é que nenhum camarote foi negociado até agora. No Morumbi a arrecadação é de 17 milhões de reais. No Maracanã é de 10 milhões de reais por ano.
Dos 60 milhões de reais pretendidos, um terço viria da cessão do direito do nome do estádio por 20 anos. Desde 2012 o clube não tem sucesso nas negociações. A arena O2, em Londres, fatura 22 milhões de reais por ano com naming rights, sendo uma das maiores bilheterias do mundo.
120 milhões
95milhões
60 milhões

EVENTOS
TOUR NO ESTÁDIO
O clube quer lucrar com o aluguel de espaços para shows, casamentos e batizados. O Morumbi que nos últimos anos recebeu U2 e Madonna, faturou apenas 4 milhões em 2013. O novo estádio do Palmeiras é uma grande concorrência, pois é melhor localizado que o Itaquerão.
O clube pretende cobrar a visita ao estádio em dias que não houver jogo. A expectativa é de 1 milhão de visitas por ano. Mesmo número que recebe o Camp Nou, estádio do Barcelona, e o triplo que recebe o Maracanã com turistas.  O Museu do Futebol, em São Paulo, teve receita inferior a 2 milhões de reais.
40 milhões
30 milhões

O Corinthians pretende arrecadar 345 milhões de reais por ano com o Itaquerão. Os números dividos por setores são superiores ao que arrecadam grandes estádios na Europa. O Corinthians começa a pagar em 2015 a primeira parcela que vai até 2028 dando um total de 1,4 bilhão de reais que inclui juros.

Caso o Corinthians não cumpra com o acordo, cabe ao banco executar as garantias e se tornar dono dos terrenos. Após dois anos de inadimplência, o banco pode exigir a troca na gestão do estádio. Na prática o banco público administraria o estádio e assumiria os naming rights.

Mas você acredita que isso possa acontecer?


*** Dados extraídos da revista Exame.

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TulioCast – Poetas Fazendo Arte em Búzios 2014 – Parte 1

Poeta Tulio Rodrigues

O TulioCast é um programa de Poesia e música. Terá sempre como grande homenageado um poeta clássico e poetas contemporâneos. O TulioCast é um pequeno programa de poesia divido em três blocos. A cada intervalo entre um bloco e outro será sempre com música da melhor qualidade. Venha conferir!

Neste programa homenageio os poetas que junto comigo participaram da “III Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios”. Selecionei alguns poetas da Antologia para fazer esse primeiro programa. A parte musical fica por conta de uma miscelânea bem legal!

Ouça aqui o TulioCast – Fazendo Arte em Búzios – Parte1:

No programa de hoje:

Primeiro bloco:

Poesias:

Adriana Leal: Espetáculo
Adriana Teixeira de Lima: Ambiguidade
Afonso Estebanez: Veredas de rosas
Ana Luiza Conceição (Coisas de Ana): Ternura
Andrea Lucia: A música soa
Ci Caporicci: Idolatria

Músicas:

Mais um na multidão: Erasmo Carlos e Marisa Monte
Tears Dry On Their Own: Amy Winehouse

Segundo bloco:

Poesias:

Dea Coirolo: Tufos de enxofre
Deth Haak: Do alto da Armação
Diana Balis: Curvas e ondas
Doroty Dimolitsas: Tormenta
Douglas Nunes: Desejo algo mais
Dú Karmona: Perdão!

Músicas:

Logo eu: Monica Salmaso
Comportamento Geral: Maria Rita

Terceiro bloco:

Poesias:

Edvaldo Rosa: Dentro do teu corpo
Flaiva Assaife: Preconceito
Geraldo José Sant’Anna: Favela
Iara Pacini: Jardim descuidado
Izabella Pavesi: A dança
Tulio Rodrigues: Um menino

Músicas:

Valerie: Amy Winehouse
Céu azul: Charlie Brown Junior

Para saber mais sobre a “III Antologia Fazendo Arte em Búzios”:

Diário de Búzios – Poetas Fazendo Arte em Búzios 2014

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Diário de Búzios – Poetas Fazendo Arte em Búzios 2014

Poeta Tulio Rodrigues
Montagem nas Fotos de Diana Balis
Estar no meio dos poetas é estar junto à poesia. Assim me senti na minha estadia em Búzios nos dias cinco e seis de abril para o VI Encontro dos Poetas Fazendo Arte em Búzios e no lançamento da III Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios. Encontro e movimento organizado pela Sônia Medeiros Imamura com apoio e parceria do movimento poético Poemas à Flor da Pele.
Na parte da tarde do dia cinco, houve o VI Encontro dos Poetas Fazendo Arte em Búzios com diversos poetas que confraternizaram tendo uma bela vista oferecida pelo Bar dos Pescadores, em Porto da Barra.
A noite foi oferecido um coquetel na Pousada Vila do Mar para o lançamento da antologia. Alias, vale ressaltar que a antologia está muito bonita e conta com 54 participantes entre poetas e escritores. A capa é da poeta Iara Pacini que também assina a orelhado do livro junto com Jaqueline Aisenman. O livro conta com o prefácio da poeta Deth Haak e comentários em sua abertura dos poetas Afonso Estebanez, Silvia Araújo Motta, Dyandreia Portugal, Luiz Poeta, Thomas Sastre, Jorge Luiz Vargas, Delasnieve Daspet, Felipe Lopez, Mirinho Braga e Carlos Alberto de Sousa.
É uma honra poder dividir mais um trabalho poético e literário com meus amigos e grandes poetas como Afonso Estebanez, Mary Lovely, Ana Luiza Conceição, Deth Haak, Diana Balis, Iara Pacini, Jorge Du Barbosa, Júlio Cesar Medeiros, Marisa Costa, Paolo Lim, Rô Goldoni, Silvia Araújo Motta, Sol Figueiredo, Soninha Porto, Sonia Medeiros Imamura, Telma Moreira e Vivi Mariano. Ainda acrescento o privilégio e a honra de poder conviver com vocês em eventos como esse que traz ao mundo literário novos autores com oportunidade de publicar seus trabalhos pela primeira vez.
Agradeço a Sônia Medeiros Imamura por mais uma vez me convidar a participar de seu grandioso projeto que visa manter viva a chama da poesia e a parabenizo por toda sua força para que o encontro e a antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios sejam sempre um trabalho grandioso para os poetas, leitores e a todos que tem a oportunidade de ver esse trabalho. Sei que não é fácil para organizar um projeto desses, mas também sei da sua satisfação de ver que a cada ano o sucesso é sempre o resultado alcançado.
Para ver as fotos do evento no Facebook:

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Fotos: Diana Balis, Iara Pacini, Ci Caporicci e Tulio Rodrigues.

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Casagrande e seus demônios

Poeta Tulio Rodrigues
Gosto de histórias de superações! Pessoas que vencem obstáculos na vida têm mais a passar ao próximo. Confesso que nunca prestei a atenção devida em Casagrande. O acidente que o ex-jogador e hoje comentarista sofreu em 2007 me chamou a atenção pela tragédia e por ele ser vitima de dependência química.
O título da biografia de Casagrande me chamou a atenção: “Casagrande e seus demônios”. Rapidamente o livro se tornou o meu objeto de desejo. O livro foi escrito pelo próprio Casagrande em parceria do jornalista Gilvan Ribeiro. O livro não respeita uma ordem cronológica para contar a história do Casão, ele vai a cada capítulo remetendo-se a fatos importantes da sua vida. A biografia não é nem um pouco polêmico como o título parece e nem mesmo chapa branca. É uma biografia corajosa!
Os primeiros capítulos são sobre o fundo do poço que a droga empregou a Casagrande. Demônios a solta o perseguem pelo efeito ilusório das drogas. Ao ler, parece que aquele pesadelo não vai ter fim, porém, mais adiante há um pedido de ajuda. Ação crucial para o inicio da liberdade de Casagrande. Isso ocorre um pouco antes do acidente que podemos dizer que foi o divisor de águas em sua vida.
À revelia, Casagrande se internou. E como o livro mostra os primeiros meses recolhido, não foi fácil. Casagrande resistiu por algum tempo ao programa adotado pela clinica. Casagrande ficou quase oito meses sem poder receber a família, tinha que cumprir tarefas e demais regras. Saiu exatamente após um ano internado. Casão vem conseguindo superar a dependência química!
O livro também nos mostra detalhes da carreira de Casagrande. O início no Corinthians, a rápida ascensão para o sucesso ainda aos dezoito anos, sua rápida passagem pelo São Paulo, Flamengo e sua temporada jogando pela Europa. Há questões polêmicas como o doping a que teve que se submeter na Europa e as lesões que o fizeram abreviar a sua carreira de jogador profissional. A sua experiência pela Seleção Brasileira também é interessante principalmente pela sua relação com Telê Santana.
Aliás, o relacionamento de Casagrande com algumas personalidades do esporte é destacado. A relação com Sócrates. A profunda amizade ao distanciamento por causa do comportamento do amigo. A reaproximação anos depois antes da morte do Magrão. A conturbada relação com o ex goleiro Leão também merece um capítulo a parte. A personalidade de Leão contrasta com a de Casagrande. Duas personalidades fortes, mas ao invés de grandes polêmicas, o livro mostra situações até engraçadas. 
Para que eu não me estenda mais sobre o livro e diga logo a vocês para lê-lo, vale ressaltar o lado político de Casagrande. Uma das personagens principais da Democracia Corinthiana, Casagrande lutou ao lado de Sócrates pela democracia do Brasil ainda nos idos da ditadura. Foi fichado no DOPS. Participou como colaborador da fundação do PT e apoiou Lula.
O livro nos mostra um ser humano, um grande ser humano que e Walter Casagrande Junior. Pai, filho, marido, amigo, roqueiro, democrático, contestador, rebelde, anjo, demônio… Casagrande é múltiplo e acima de tudo admirável!!!

Título: Casagrande e seus demônios
Autor: Walter Casagrande e Gilvan Ribeiro
Gênero: Biografia e Memória
Páginas: 264
Formato: 16 cm x 23 cm
ISBN: 978-85-250-5380-0

Editora: Globo Livros

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Cadê os poetas?

Poeta Tulio Rodrigues
Foto retirada do Blog do B Silva
Um dia desses minha mãe me mostrou uma matéria do Jornal O Globo com uma matéria sobre cinco poetas. O título da matéria: “Cinco poetas da nova geração falam da boa fase do gênero no país“. Nada mais perfeito até constatar que a boa fase a que se refere a matéria não era em si sobre o sucesso da poesia, mas sim sobre o sucesso editorial desses poetas no mercado.
Era a segunda vez no ano que a poesia ganhava destaque da grande mídia nacional pelo destaque no mercado. Antes disso, o sucesso do livro “Toda poesia” de Leminski bateu recorde dos livros mais vendidos por semanas e até falei sobre isso aqui no blog (Leminski, a poesia nas alturas). Ver a poesia sendo destaque em qualquer lugar sempre me emociona.
Voltando a falar da matéria dos poetas Angélica Freitas, Fabrício Corsaletti, Alice Sant’Anna, Leonardo Gandolfi e Ana Martins Marques é claro e nítido que o que fez os poetas ganharem destaque foi o sucesso editorial que estão fazendo. Estão vendendo livros, vendendo poesia. Mas e os poetas que não tem a oportunidade de editar um livro? É difícil ou quase impossível encontrar editoras que apostem na poesia. A não ser quem aposte na publicação independente. Eu mesmo me enveredei nessa modalidade. Tirei dinheiro do meu próprio bolso e em 2009 editei o meu primeiro livro solo, o “Ensaio poético” e em 2010, o “Versos imaturos”. Claro que sem o aporte de uma editora para divulgação e venda não fui nem um sucesso editorial e nem tive destaque na mídia. Outros amigos poetas também o fizeram.
Uma maneira que ajuda a divulgar os poetas hoje em dia são as antologias. Há diversas formas de participar delas. É só investir um dinheiro num número de páginas que você terá a sua poesia rodando o Brasil e até alguns outros países. Mas pela pouca divulgação, ainda vejo que é muito pouco. Por isso admiro os agitadores culturais que conheço que organizam antologias, sarais e encontros literários por aí.
A poesia parece hoje até um gênero descriminado e já na minha época de colégio foi raro tê-la em minhas lições, fico imaginando hoje. Outro ponto interessante é que com a popularização da internet, a poesia voltou a ter destaque pelo menos na grande rede. Através do Orkut, Rede Social que fez muito sucesso por aqui, muitos poetas puderam se reunir e interagir nas comunidades. Eu mesmo conheci e participei de muitas delas. Posso dizer que há muitos poetas de qualidade espalhado pelo Brasil e que você pode encontrar em blogs e em grupos no Facebook.
Ocorre é que não há espaço para os poetas no mercado editorial, na mídia, nas escolas… Os poetas hoje junto com a poesia parecem coisas extintas. O que nos leva a dizer que parece que a poesia morreu com Drummond, Vinícius de Moraes… Porém, ainda há vivos poetas como Ferreira Gullar, Adélia Prado… E com eles toda arte poética parece parar ali, não há extensões, legados deixados, o que não é verdade. A poesia vive ainda e o legado deixado por esses grandes poetas vem sendo muito bem usada e usufruída por outros grandes poetas.
Mesmo esquecidos, nós, poetas estamos aqui fazendo cada um a sua parte para que a poesia se mantenha viva e encantando corações e almas por aí.

Poetas Fazendo Arte em Búzios e Poemas à flor da Pele na Bienal do Livro Rio 2013

Poeta Tulio Rodrigues
Não nego que sou apaixonado por livros, autores e lugares em que se transborde a cultura de um modo geral. Em 2009 tive a oportunidade de participar da Antologia “Especial  XIV Bienal do Livro Rio” da editora All Print. Na oportunidade, além de conhecer grandes poetas, conheci naquele dia o grande sonetista, o mestre Manoel Virgílio e o fato de estar com a minha mãe no evento.
Poeta Tulio Rodrigues
Eu com minha mãe na Bienal em 2009

Esse ano voltei à Bienal do Livro cercado de amigos queridos que tive a honra de ter ao lado na “II Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios”. Os movimentos literários “Poetas Fazendo Arte em Búzios” e “Poemas à flor da pele” reuniu diversos poetas e escritores na Bienal. Além da divulgação das antologias do “Poetas Fazendo Arte em Búzios” e “Poemas à flor da pele”, a poeta e também escritora Flávia Assaife lançava o seu livro infantil “A princesa Júlia e o guerreiro Arthur” e Sol Figueiredo lançava o seu livro de poesias “Um raio de SOL em amor”.

Um prazer estar com tanto amigos queridos que vieram do sul e de tantos lugares do Brasil. Agradeço a cada um pelo carinho de sempre e viva a poesia, a literatura e a arte!!!

Fotos:

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TulioCast – Fazendo Arte em Búzios – Parte 3

O TulioCast é um programa de Poesia e música. Terá sempre como grande homenageado um poeta clássico e poetas contemporâneos. O TulioCast é um pequeno programa de poesia divido em três blocos. A cada intervalo entre um bloco e outro será sempre com música da melhor qualidade. Venha conferir!
Neste programa homenageio os poetas que junto comigo participaram da “II Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios”. Selecionei alguns poetas da Antologia para fazer esse terceiro programa. A música dessa vez fica por conta de diversos artistas brasileiros. 
Ouça aqui o TulioCast – Fazendo Arte em Búzios – Parte2

No programa de hoje:

Primeiro bloco:

Poesias:
Oiara Bit: A máscara
Paolo Lim: A verdade do tempo
Patricia Neme: Amanhecer
Raimundo Nonato: Anjo
Rô Goldoni: Canto solo
Músicas:
Em paz: 5 a seco e Maria Gadú
Quero ser feliz também: Natiruts
Segundo bloco:
Poesias:
Silvia Araújo Motta: Louças portuguesas da vovó
Sol Figueiredo: Canto ao meu amado(Canto VII)
Sônia Medeiros Imamura: Oásis perdido
Soninha Porto: A noite
Músicas:
Minha vida: Lulu Santos
Essa noite não: Lobão
Terceiro bloco:
Poesias:
Telma Moreira: Sem defesas
Vany Campos: Labirinto
Ydeo Oga: Toque de peles
Tulio Rodrigues: Imagino-te
Músicas:
A violeira: Chico Buarque
Farrapo humano: Luis Melodia

A lição da Lista de Schindler

Poeta Tulio Rodrigues
Antes de conhecer o Holocausto, para mim, a maior manifestação de preconceito era contra os negros escravos na época das colônias, como no Brasil, por exemplo. Ainda no antigo primário, quem nunca estudou sobre a escravidão no Brasil? Para mim, o que lia nos livros didáticos da escola, era a mais absurda e besta ignorância num ser humano.
Isso durou até ver o filme a “Lista de Schindler” e ouvir o tão famoso “baseado em fatos reais”. O filme que retrata o início da Segunda Guerra Mundial mostra os alemães Nazistas de Hitler realocando os judeus poloneses no que chamavam de “Gueto da Cracóvia”.
Oskar Schindler era um empresário alemão, “bon vivant” e muito rico. Schindler monta uma fábrica de panelas que eram produzidas pelo exército. A mão de obra ficava por conta dos judeus poloneses.
Nesse meio tempo, o filme mostra as atrocidades que os alemães e até mesmo os poloneses cometem contra os judeus como mortes sumárias sem motivos das mais diversas formas e cruéis possíveis. Não havia discriminação com idade, sexo… Bastava ser judeu para sobreviver e trabalhar de formas sub-humanas. 
Num dado momento, as ordens era exumar e queimar todos os judeus e enviar o restante para o campo de concentração de Auschwitz, campo que morreu Olga Benário após ser entregue por Getúlio a Hitler, Schindler, funda uma fábrica de munições em sua terra natal, Brinnlitz, na Tchecoslováquia. Após subornar diversos oficiais nazistas, Schindler leva com ele mil e cem judeus.
Em sete meses de funcionamento, a fábrica nunca produzira uma munição. Schindler comprava de outras companhias. Com isso acaba gastando a sua fortuna e o exercito alemão se rende. Schindler como membro do Partido Nazista é obrigado a fugir. Os judeus estão livres. Não de Schindler, que os tratava como seres humanos.
O filme termina com os judeus sobreviventes colocando uma pedra na lápide de Schindler; um costume judeu de gratidão. Schindler virou deus como alguns disseram ao não só salvar a vida de mais de mil judeus, mas de preservar diversas gerações.
Hitler matou seis milhões de judeus.
O filme de Steven Spielberg é um épico emocionante. Anos depois de tê-lo assistido, comprei o DVD que no bônus tem o documentário “As vozes da lista” que tem depoimentos dos judeus de Schindler e retrata fielmente o filme. Steven Spielberg é fundador e presidente da Fundação Shoah, que entrevista e cataloga depoimentos em vídeo de sobreviventes do Holocausto.
Rever o filme e todas essas atrocidades contra os judeus mesmo após tantos anos, ainda me deixa pensando como é possível dar diferença aos seres humanos por cor, raça, religião, preferência ou qualquer coisa do tipo?
Como pode haver mortes por motivos torpes por gente tão ignorante? Infelizmente houve e ainda há mesmo que de outra forma.
Assim como me impressionou o filme a “Lista de Schindler” pela crueldade cometida pelos alemães aos judeus com o emblemático “baseado em fatos reais”, impressiona como podem existir homens como Oskar Schindler que pode proporcionar a muitas pessoas, finais felizes pela nova oportunidade de viver mesmo com todas as adversidades! 
Como os judeus saudavam Schindler quando ele estava fugindo dos Russos no fim da guerra e lamentando porque achou que poderia ter salvado mais vidas: “Aquele que salva uma vida salva o mundo inteiro”.
Fica uma lição de vida “baseada em fatos reais”!
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TulioCast – Fazendo Arte em Búzios – Parte 2

Poeta Tulio Rodrigues
O TulioCast é um programa de Poesia e música. Terá sempre como grande homenageado um poeta clássico e poetas contemporâneos. O TulioCast é um pequeno programa de poesia divido em três blocos. A cada intervalo entre um bloco e outro será sempre com música da melhor qualidade. Venha conferir!
 
Neste programa homenageio os poetas que junto comigo participaram da “II Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios”. Selecionei alguns poetas da Antologia para fazer esse segundo programa. A música dessa vez fica por conta de diversos artistas brasileiros.

Ouça aqui o TulioCast – Fazendo Arte em Búzios – Parte2

No Programa de hoje:
Primeiro bloco:

Poesias:

Jaqueline Aisenman: Nossas faces
Jesusa Peres: Quanto te vi
Quênia Bastos: Poeta aprendiz
Luiz Poeta: Leveza
Luiza Caetano: Mãos

Músicas:

Beatriz: Chico Buarque e Edu Lobo
Vou levar: Lobão

Segundo bloco:

Poesias:

Magali Oliveiras: As estrelas falam
França: O rapaz
Marcia Tigani: Sereia
Marcilene de Oliveira: Dilema
Marcos Assumpção: Romã

Músicas:

Quem não quer sou seu: Seu Jorge
Dançando: Agridoce

Terceiro bloco:

Poesias:

Marcos Sodré: Pra sempre
Maria Helena Castro: Liberdade
Marisa Costa: Naquele dia eu estava assim
Mary Lovely: Momento único
Michelângelo: Canção para ninar meu anjo
Tulio Rodrigues: Olga Maria Prestes

Músicas:

Logo agora: Jorge Aragão
Desalento: Chico Buarque

Ouça o TulioCast – Fazendo Arte em Búzios