Poesia: Teu corpo, minha pátria

Longe de ti, estou exilado de minha metade!
Teu corpo é como a minha pátria!
A minha pátria de mares, cachoeiras, pássaros…
A minha pátria, o meu repouso, o meu abrigo…
Pátria minha tão distante, tão longe…
Sigo em outro pouso, em outra terra…
E sinto falta do cheiro do teu pescoço nu,
dos teus seios firmes como duas catedrais,
dos movimentos tântricos de tua dança
e, da tua pele macia e pura como algodão!
Chorei duas mil vezes a tua ausência
e mutilado, me enfureci como uma tempestade!
Entre nós um imenso oceano de distância
e uma imensa diferença de intenções!
A minha pátria segue em completa confusão
de ideias, ideais e de tantos pensamentos!
Não posso retornar a minha pátria,
não posso retornar ao teu corpo!
Tanto a me impedir o cheiro fresco de teu hálito,
o clima do outono invernal de minha pátria!
Fui perseguido por tentar insistir tanto
e o meu retorno se tornou impossível!
Me restou somente lamentar sozinho,
morrer aos poucos em breves atos de adeus,
e ver o brilho da lua e das estrelas todos os dias 
e me convencer que não há brilho, que brilhe como os olhos teus.
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Soneto: Pelas suas promessas

Poeta Tulio Rodrigues
Não ligo para as suas toalhas molhadas,
sua calcinha secando no chuveiro,
seu jeito a me enroscar pelo banheiro
e seu jeito maroto de risadas.
Dormir no Manto já é costumeiro,
levo doces, poesias declamadas,
marcas de beijos, flores perfumadas,
pois sempre lembro de você primeiro.
Me excito, louco pelas suas promessas
que mais parecem com um canto mudo
sem ter começo, sem ter meio, sem fim…
Sussurro a você coisas como essas:
– Cumpra e dê a mim o seu gozo de tudo
que sempre lhe darei partes de mim!
Twitter: @PoetaTulio

Participação no evento “Música com poesia” – Poemas à flor da pele

Poeta Tulio Rodrigues
Tive o privilégio e a honra de participar mais uma vez do evento “Música com poesia” que homenageou os poetas do Rio Grande Sul do grupo “Poemas à flor da pele”. São Eles: Fátima Mello, Ana Luiza Conceição, Iara Pacini e Jorge Du Barbosa que prepararam uma surpresa inesperada para Telma Moreira que é uma das organizadoras do evento.
O evento contou com vários poetas do Rio de Janeiro como: Marisa Rosa, Rô Goldoni, Afonso Estebanez, Mary Lovely, Fátima Araújo, Mariza Sorriso, Leda Lucia, Manoel Virgílio, Celma Capeche entre outros.
A música ficou por conta de Serginho do Cavaco que depois teve a companhia de Mariza Sorrizo.
A poesia ainda vive e com pessoas maravilhosas.
O evento “Música com poesia” ocorre mensalmente toda segunda quarta-feira do mês no Provisório Bar na Lapa. O Bar fica na Rua Mem de Sá, 80.
Fotos:

Poetas Fazendo Arte em Búzios e Poemas à flor da Pele na Bienal do Livro Rio 2013

Poeta Tulio Rodrigues
Não nego que sou apaixonado por livros, autores e lugares em que se transborde a cultura de um modo geral. Em 2009 tive a oportunidade de participar da Antologia “Especial  XIV Bienal do Livro Rio” da editora All Print. Na oportunidade, além de conhecer grandes poetas, conheci naquele dia o grande sonetista, o mestre Manoel Virgílio e o fato de estar com a minha mãe no evento.
Poeta Tulio Rodrigues
Eu com minha mãe na Bienal em 2009

Esse ano voltei à Bienal do Livro cercado de amigos queridos que tive a honra de ter ao lado na “II Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios”. Os movimentos literários “Poetas Fazendo Arte em Búzios” e “Poemas à flor da pele” reuniu diversos poetas e escritores na Bienal. Além da divulgação das antologias do “Poetas Fazendo Arte em Búzios” e “Poemas à flor da pele”, a poeta e também escritora Flávia Assaife lançava o seu livro infantil “A princesa Júlia e o guerreiro Arthur” e Sol Figueiredo lançava o seu livro de poesias “Um raio de SOL em amor”.

Um prazer estar com tanto amigos queridos que vieram do sul e de tantos lugares do Brasil. Agradeço a cada um pelo carinho de sempre e viva a poesia, a literatura e a arte!!!

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TulioCast – Fazendo Arte em Búzios – Parte 3

O TulioCast é um programa de Poesia e música. Terá sempre como grande homenageado um poeta clássico e poetas contemporâneos. O TulioCast é um pequeno programa de poesia divido em três blocos. A cada intervalo entre um bloco e outro será sempre com música da melhor qualidade. Venha conferir!
Neste programa homenageio os poetas que junto comigo participaram da “II Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios”. Selecionei alguns poetas da Antologia para fazer esse terceiro programa. A música dessa vez fica por conta de diversos artistas brasileiros. 
Ouça aqui o TulioCast – Fazendo Arte em Búzios – Parte2

No programa de hoje:

Primeiro bloco:

Poesias:
Oiara Bit: A máscara
Paolo Lim: A verdade do tempo
Patricia Neme: Amanhecer
Raimundo Nonato: Anjo
Rô Goldoni: Canto solo
Músicas:
Em paz: 5 a seco e Maria Gadú
Quero ser feliz também: Natiruts
Segundo bloco:
Poesias:
Silvia Araújo Motta: Louças portuguesas da vovó
Sol Figueiredo: Canto ao meu amado(Canto VII)
Sônia Medeiros Imamura: Oásis perdido
Soninha Porto: A noite
Músicas:
Minha vida: Lulu Santos
Essa noite não: Lobão
Terceiro bloco:
Poesias:
Telma Moreira: Sem defesas
Vany Campos: Labirinto
Ydeo Oga: Toque de peles
Tulio Rodrigues: Imagino-te
Músicas:
A violeira: Chico Buarque
Farrapo humano: Luis Melodia

A lição da Lista de Schindler

Poeta Tulio Rodrigues
Antes de conhecer o Holocausto, para mim, a maior manifestação de preconceito era contra os negros escravos na época das colônias, como no Brasil, por exemplo. Ainda no antigo primário, quem nunca estudou sobre a escravidão no Brasil? Para mim, o que lia nos livros didáticos da escola, era a mais absurda e besta ignorância num ser humano.
Isso durou até ver o filme a “Lista de Schindler” e ouvir o tão famoso “baseado em fatos reais”. O filme que retrata o início da Segunda Guerra Mundial mostra os alemães Nazistas de Hitler realocando os judeus poloneses no que chamavam de “Gueto da Cracóvia”.
Oskar Schindler era um empresário alemão, “bon vivant” e muito rico. Schindler monta uma fábrica de panelas que eram produzidas pelo exército. A mão de obra ficava por conta dos judeus poloneses.
Nesse meio tempo, o filme mostra as atrocidades que os alemães e até mesmo os poloneses cometem contra os judeus como mortes sumárias sem motivos das mais diversas formas e cruéis possíveis. Não havia discriminação com idade, sexo… Bastava ser judeu para sobreviver e trabalhar de formas sub-humanas. 
Num dado momento, as ordens era exumar e queimar todos os judeus e enviar o restante para o campo de concentração de Auschwitz, campo que morreu Olga Benário após ser entregue por Getúlio a Hitler, Schindler, funda uma fábrica de munições em sua terra natal, Brinnlitz, na Tchecoslováquia. Após subornar diversos oficiais nazistas, Schindler leva com ele mil e cem judeus.
Em sete meses de funcionamento, a fábrica nunca produzira uma munição. Schindler comprava de outras companhias. Com isso acaba gastando a sua fortuna e o exercito alemão se rende. Schindler como membro do Partido Nazista é obrigado a fugir. Os judeus estão livres. Não de Schindler, que os tratava como seres humanos.
O filme termina com os judeus sobreviventes colocando uma pedra na lápide de Schindler; um costume judeu de gratidão. Schindler virou deus como alguns disseram ao não só salvar a vida de mais de mil judeus, mas de preservar diversas gerações.
Hitler matou seis milhões de judeus.
O filme de Steven Spielberg é um épico emocionante. Anos depois de tê-lo assistido, comprei o DVD que no bônus tem o documentário “As vozes da lista” que tem depoimentos dos judeus de Schindler e retrata fielmente o filme. Steven Spielberg é fundador e presidente da Fundação Shoah, que entrevista e cataloga depoimentos em vídeo de sobreviventes do Holocausto.
Rever o filme e todas essas atrocidades contra os judeus mesmo após tantos anos, ainda me deixa pensando como é possível dar diferença aos seres humanos por cor, raça, religião, preferência ou qualquer coisa do tipo?
Como pode haver mortes por motivos torpes por gente tão ignorante? Infelizmente houve e ainda há mesmo que de outra forma.
Assim como me impressionou o filme a “Lista de Schindler” pela crueldade cometida pelos alemães aos judeus com o emblemático “baseado em fatos reais”, impressiona como podem existir homens como Oskar Schindler que pode proporcionar a muitas pessoas, finais felizes pela nova oportunidade de viver mesmo com todas as adversidades! 
Como os judeus saudavam Schindler quando ele estava fugindo dos Russos no fim da guerra e lamentando porque achou que poderia ter salvado mais vidas: “Aquele que salva uma vida salva o mundo inteiro”.
Fica uma lição de vida “baseada em fatos reais”!
Twitter: @PoetaTulio