Fazendo Arte em Búzios na XVI Bienal do Livro Rio

A bienal XVI começa no próximo dia 29 com diversas atrações até o dia 08 de setembro. No dia 06 de setembro estarei junto com alguns poetas que participaram na II Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzios na bienal. É só chegar. Vamos estar divulgando a II Antologia Poetas Fazendo Arte em Búzio. Abaixo segue o convite.
Poeta Tulio Rodrigues
Para acompanhar a programação da bienal é só clicar: http://bit.ly/1cc8Hjp
Twitter: @PoetaTulio

Poesia: Amor marginal

Poeta Tulio Rodrigues
enlaçado sou a dama de meu lar,
preso como quer a sociedade,
formal como requer os padrões da burguesia
notar disformes jeitos de liberdade,
pulsar mais forte como um sabiá voando,
‘disformalizar’ em mim essa agonia
como prezar fidelidade a outro
sem ao menos ser fiel a mim,
ao meu eu, ao meu sentimento?
amar a si e a mais alguém
não seria mais um caso pressuposto
de infidelidade com consentimento?
o amor é posse,
unitário e não unidade,
tráfico inglório e mesquinho
vestido por mim pela ruptura dos padrões,
rasguei poemas, formas e certidões
para viver inadvertidamente meus amores
amei tanto e de tal forma
que me dividi em corpos,
em seios, em lábios, em sexos…
fui um cavalheiro de mil damas,
amei-as como se não houvesse amanhã,
fui fiel a cada sentimento, a cada momento…
momentos de gozo e de sussurros frementes
proferidos a cada segundo
que nos doamos por tesão e por amor
e não só de enlace de corpos vivi
fui mais além e colecionei histórias,
eternizei lembranças, me tornei inesquecível…
inesquecível como algumas dores;
impossível amar sem dor, sem dolo, sem sofrer…
impossível não chorar em vida pra viver
me resta essa insaciável loucura
de viver a cada instante de amar assim
marginalmente a cada dama
pra me sentir amado e fiel a vida o bastante
Twitter: @PoetaTulio

Poesia: Dois poemas sujos

Blog Ser Flamengo
I
Eu, mulher de tantos amores,
homens, desilusão…
Casada eu fui com a tristeza e traição
por não ter a forma e nem o cheiro de flores
Mas, mesmo assim, ainda
no meu ato obsceno eu gemia
e na hora do prazer de feia ele via
que se fartava com a mulher mais linda!
II
Os meus olhos estão marejados
porque não me lembro a quantos homens eu me dei
sei que o último com quem deitei
deixava-me com os olhos virados,
estática, presa de bruços em sua teia
Ele fazia promessas e juras
e junto ao meu corpo que sua mão tateia
dizia-me:
– deixa que o meu prazer te cure
aí esquecerás as minhas mentiras e eu que tu és feia!
Poesia publicada na Antologia “Iambus” e no meu primeiro livro “Ensaio Poético“. 
Twitter: @PoetaTulio