Meu “encontro” com Chico Buarque – Gravação do DVD da turnê ‘Chico’ 2012.

Na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, tive a oportunidade de assisti ao show do Chico Buarque com sua turnê de seu novo show “Chico”. Acho que nem preciso falar da emoção que senti em poder estar num show do Chico Buarque, artista que tenho grande admiração e apreço profundo por sua obra.
Outro fato que tornava a noite especial era porque neste dia foi a gravação do DVD que será lançado posteriormente. Confesso que minha emoção foi a pico ao vê-lo entrar no palco e abrir o show cantando “O velho Francisco”!
Chico proporciona interpretações sublimes neste show. Claro que tudo foi perfeito, mas “Todo Sentimento”, “Querido Diário”, “Se eu soubesse”, “Tipo um baião”, “Geni e o Zepellin” entre outras tocaram o meu coração. Outro ponto alto do show foi a participação de Wilson das Neves em “Sou eu” e “Tereza da praia”. Momento de grande descontração.
O show de Chico Buarque pode ser considerado um espetáculo. O cenário e a iluminação são dignos da grandeza das músicas do repertório. O jogo de luzes interagindo junto com as músicas ficou perfeito. Mesmo que Chico se considere somente um compositor que canta, ele deve saber que sua voz e seu carisma são indispensáveis à música popular brasileira.
Nem tudo correu perfeitamente. No show, Chico pouco interage com o público durante os intervalos das músicas, praticamente não há pausa entre uma música e outra, mas quando Chico começou a cantar “Teresinha”, ele teve um problema que me pareceu ter sido no ponto e interrompeu a canção, pediu desculpas e após resolverem o problema, voltou a cantar novamente e quando Teresinha recebia o seu terceiro pretendente, houve outro problema no som. Chico ficou com aquela cara de sem saber o que fazer, achando que o público se incomodava com a situação. Pediu desculpas novamente, disse que teria que cantar a canção novamente e o público foi ao delírio. Na terceira tentativa, tudo certo e aplausos efusivos da galera. Momento que tenho certeza, não estará no DVD, mas no vídeo aí de baixo tem.
 
Chico encerra o show cantando “Sinhá” divinamente com uma interpretação estupenda dele e da banda. Era impossível não se emocionar com o lindo canto de escravo dele e de João Bosco. Aplausos de pé e o aguardado bis. Eu fiquei lá, aguardando e surge Chico e sua talentosa banda cantando “Barafaunda”.
Simplesmente essa noite para mim foi mágica, especial inesquecível por diversos motivos. A obra de Chico Buarque representar tudo que vai além de tudo. Com relação ao último disco, é especial também, pois acompanhei tudo durante a criação. Apesar de todas as críticas que li exaltando pontos negativos, para mim ficou tudo perfeito. O DVD também será indispensável aos apaixonados pela obra do Chico e pela música.
Não tirei foto, e nem o conheci pessoalmente, mas me basta poder ter ido a gravação de seu DVD que marcará o registro de mais uma turnê na carreira do grande Chico Buarque. Chico costuma não aparecer muito na mídia, não faz nuitos shows e os intervalos entre um e outro e de no mínimo cinco anos.
Agradeço aos deuses da música por me darem a oportunidade de ver o Chico cantar ao vivo. Como seus intervalos de shows é enorme, eu não poderia morrer antes de ver um show do Chico Buarque! Ao Chico, eu só peço uma coisa: Continue a nos brindar com suas lindas canções e seu carisma de artista aparentemente simples, mas com um brilhantismo genial e eterno.
Tulio Rodrigues

Assistam aos melhores momentos do show:
Memhores momentos do show de Chico Buarque – Turnê Chico 2012. from Tulio Rodrigues on Vimeo.

Siga-me no Twitter: @poetatulio

Meu “encontro” com Chico Buarque – Gravação do DVD da turnê ‘Chico’ 2012.

Na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, tive a oportunidade de assisti ao show do Chico Buarque com sua turnê de seu novo show “Chico”. Acho que nem preciso falar da emoção que senti em poder estar num show do Chico Buarque, artista que tenho grande admiração e apreço profundo por sua obra.
Outro fato que tornava a noite especial era porque neste dia foi a gravação do DVD que será lançado posteriormente. Confesso que minha emoção foi a pico ao vê-lo entrar no palco e abrir o show cantando “O velho Francisco”!
Chico proporciona interpretações sublimes neste show. Claro que tudo foi perfeito, mas “Todo Sentimento”, “Querido Diário”, “Se eu soubesse”, “Tipo um baião”, “Geni e o Zepellin” entre outras tocaram o meu coração. Outro ponto alto do show foi a participação de Wilson das Neves em “Sou eu” e “Tereza da praia”. Momento de grande descontração.
O show de Chico Buarque pode ser considerado um espetáculo. O cenário e a iluminação são dignos da grandeza das músicas do repertório. O jogo de luzes interagindo junto com as músicas ficou perfeito. Mesmo que Chico se considere somente um compositor que canta, ele deve saber que sua voz e seu carisma são indispensáveis à música popular brasileira.
Nem tudo correu perfeitamente. No show, Chico pouco interage com o público durante os intervalos das músicas, praticamente não há pausa entre uma música e outra, mas quando Chico começou a cantar “Teresinha”, ele teve um problema que me pareceu ter sido no ponto e interrompeu a canção, pediu desculpas e após resolverem o problema, voltou a cantar novamente e quando Teresinha recebia o seu terceiro pretendente, houve outro problema no som. Chico ficou com aquela cara de sem saber o que fazer, achando que o público se incomodava com a situação. Pediu desculpas novamente, disse que teria que cantar a canção novamente e o público foi ao delírio. Na terceira tentativa, tudo certo e aplausos efusivos da galera. Momento que tenho certeza, não estará no DVD, mas no vídeo aí de baixo tem.
 
Chico encerra o show cantando “Sinhá” divinamente com uma interpretação estupenda dele e da banda. Era impossível não se emocionar com o lindo canto de escravo dele e de João Bosco. Aplausos de pé e o aguardado bis. Eu fiquei lá, aguardando e surge Chico e sua talentosa banda cantando “Barafaunda”.
Simplesmente essa noite para mim foi mágica, especial inesquecível por diversos motivos. A obra de Chico Buarque representar tudo que vai além de tudo. Com relação ao último disco, é especial também, pois acompanhei tudo durante a criação. Apesar de todas as críticas que li exaltando pontos negativos, para mim ficou tudo perfeito. O DVD também será indispensável aos apaixonados pela obra do Chico e pela música.
Não tirei foto, e nem o conheci pessoalmente, mas me basta poder ter ido a gravação de seu DVD que marcará o registro de mais uma turnê na carreira do grande Chico Buarque. Chico costuma não aparecer muito na mídia, não faz nuitos shows e os intervalos entre um e outro e de no mínimo cinco anos.
Agradeço aos deuses da música por me darem a oportunidade de ver o Chico cantar ao vivo. Como seus intervalos de shows é enorme, eu não poderia morrer antes de ver um show do Chico Buarque! Ao Chico, eu só peço uma coisa: Continue a nos brindar com suas lindas canções e seu carisma de artista aparentemente simples, mas com um brilhantismo genial e eterno.
Tulio Rodrigues

Assistam aos melhores momentos do show:
Memhores momentos do show de Chico Buarque – Turnê Chico 2012. from Tulio Rodrigues on Vimeo.

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TulioCast 2 – Cruz e Sousa e Manoel Virgílio.

O TulioCast é um programa de Poesia e música. Terá sempre como grande homenageado um poeta clássico e poetas contemporâneos. A ideia é de no futuro ter a cada Podcast um tema. O TulioCast é um pequeno programa de poesia divido em três blocos. A cada intervalo entre um bloco e outro será sempre com música da melhor qualidade. Venha conferir!

No programa de hoje:
Poeta homenageado:
Cruz e Souza
Poeta contemporâneo homenageado:
Manoel Virgílio (manoelvirgiliocortes.blogspot.com)
Primeiro Bloco:
Poesias:
Afra: Cruz e Souza
Meus versos… Meus sonetos: Manoel Virgílio
O meu chamado: Tulio Rodrigues
Costurando Palavras: Tulio Rodrigues
Extremos: Cruz e Souza
Músicas:
Tanta saudade: Ana Carolina e Seu Jorge
Pessoal particular: Seu Jorge e Peu Murray
Segundo bloco:
Poesias:
Post Mortem: Cruz e Souza
De mãos dadas: Tulio Rodrigues
Eu: Manoel Virgílio
A pátria livre: Cruz e Souza
Eu perdi você no tempo: Tulio Rodrigues
Músicas:
Clocks: Coldplay
Arco íris: Jorge Vercilo
Bloco 3:
Poesias:
Asas partidas: Cruz e Souza
Anjo que te guia: Tulio Rodrigues
Soneto da saudade: Tulio rodrigues
No campo santo: Cruz e Souza
Músicas:
Tudo bem: Lulu Santos
Você, você: Chico Buarque 

 

Biografia de Cruz e Souza:

João da Cruz e Sousa (Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), 24 de novembro de 1861 — Estação do Sítio, 19 de março de 1898) foi um poeta brasileiro.
Alcunhado Dante Negro e Cisne Negro. Foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.
Filho dos negros alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, João da Cruz desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa – de quem adotou o nome de família, Sousa. A esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais.

Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em 1883, foi recusado como promotor de Laguna por ser negro. Em 1885 lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com o jornal Folha Popular. Em fevereiro de 1893, publica Missal (prosa poética baudelairiana) e em agosto, Broquéis (poesia), dando início ao Simbolismo no Brasil que se estende até 1922. Em novembro desse mesmo ano casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve quatro filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose, levando-a à loucura.

Faleceu a 19 de março de 1898 no município mineiro de Antônio Carlos, num povoado chamado Estação do Sítio, para onde fora transportado às pressas vencido pela tuberculose. Teve o seu corpo transportado para o Rio de Janeiro em um vagão destinado ao transporte de cavalos. Ao chegar, foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier por seus amigos, dentre eles José do Patrocínio, onde permaneceu até 2007, quando seus restos mortais foram então acolhidos no Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa, no centro de Florianópolis.

Cruz e Sousa é um dos patronos da Academia Catarinense de Letras, representando a cadeira número 15.
Seus poemas são marcados pela musicalidade (uso constante de aliterações), pelo individualismo, pelo sensualismo, às vezes pelo desespero, às vezes pelo apaziguamento, além de uma obsessão pela cor branca. É certo que encontram-se inúmeras referências à cor branca, assim como à transparência, à translucidez, à nebulosidade e aos brilhos, e a muitas outras cores, todas sempre presentes em seus versos.
No aspecto de influências do simbolismo, nota-se uma amálgama que conflui águas do satanismo de Baudelaire ao espiritualismo (e dentro desse, ideias budistas e espíritas) ligados tanto a tendências estéticas vigentes como a fases na vida do autor.

LÉSBIA

Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
Planta mortal, carnívora, sangrenta,
Da tua carne báquica rebenta
A vermelha explosão de um sangue vivo.

Nesse lábio mordente e convulsivo,
Ri, ri risadas de expressão violenta
O Amor, trágico e triste, e passe, lenta,
A morte, o espasmo gélido, aflitivo…

Lésbia nervosa, fascinante e doente,
Cruel e demoníaca serpente
Das flamejantes atrações do gozo.

Dos teus seios acídulos, amargos,
Fluem capros aromas e os letargos,
Os ópios de um luar tuberculoso…

— Cruz e Sousa / Broquéis (1893).

Embora quase metade da população brasileira seja não-branca, poucos foram os escritores negros, mulatos ou indígenas. Cruz e Sousa, por exemplo, é acusado de ter-se omitido quanto a questões referentes à condição negra. Mesmo tendo sido filho de escravos e recebido a alcunha de “Cisne Negro”, o poeta João da Cruz e Sousa não conseguiu escapar das acusações de indiferença pela causa abolicionista. A acusação, porém, não procede, pois, apesar de a poesia social não fazer parte do projeto poético do Simbolismo nem de seu projeto particular, o autor, em alguns poemas, retratou metaforicamente a condição do escravo. Cruz e Sousa militou, sim, contra a escravidão. Tanto da forma mais corriqueira, fundando jornais e proferindo palestras por exemplo, participando, curiosamente, da campanha antiescravagista promovida pela sociedade carnavalesca Diabo a quatro, quanto nos seus textos abolicionistas, demonstrando desgosto com a condução do movimento pela família imperial.
Quando Cruz e Sousa diz “brancura”, é preciso recorrer aos mais altos significados desta palavra, muito além da cor em si.

Obras
  • Broquéis (1893, poesía)
  • Missal (1893, poemas en prosa)
  • Tropos e Fantasias (1885, poemas en prosa, junto a Virgílio Várzea)

Obra póstuma

  • Últimos Sonetos (1905)
  • Evocações (1898, poemas em prosa)
  • Faróis (1900, poesía)
  • Outras evocações (1961, poema em prosa)
  • O livro Derradeiro (1961, poesía)
  • Dispersos (1961, poemas em prosa)

Fonte de pesquisa: Wikipedia
 

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TulioCast 2 – Cruz e Sousa e Manoel Virgílio.

O TulioCast é um programa de Poesia e música. Terá sempre como grande homenageado um poeta clássico e poetas contemporâneos. A ideia é de no futuro ter a cada Podcast um tema. O TulioCast é um pequeno programa de poesia divido em três blocos. A cada intervalo entre um bloco e outro será sempre com música da melhor qualidade. Venha conferir!

No programa de hoje:
Poeta homenageado:
Cruz e Souza
Poeta contemporâneo homenageado:
Manoel Virgílio (manoelvirgiliocortes.blogspot.com)
Primeiro Bloco:
Poesias:
Afra: Cruz e Souza
Meus versos… Meus sonetos: Manoel Virgílio
O meu chamado: Tulio Rodrigues
Costurando Palavras: Tulio Rodrigues
Extremos: Cruz e Souza
Músicas:
Tanta saudade: Ana Carolina e Seu Jorge
Pessoal particular: Seu Jorge e Peu Murray
Segundo bloco:
Poesias:
Post Mortem: Cruz e Souza
De mãos dadas: Tulio Rodrigues
Eu: Manoel Virgílio
A pátria livre: Cruz e Souza
Eu perdi você no tempo: Tulio Rodrigues
Músicas:
Clocks: Coldplay
Arco íris: Jorge Vercilo
Bloco 3:
Poesias:
Asas partidas: Cruz e Souza
Anjo que te guia: Tulio Rodrigues
Soneto da saudade: Tulio rodrigues
No campo santo: Cruz e Souza
Músicas:
Tudo bem: Lulu Santos
Você, você: Chico Buarque 

 

Biografia de Cruz e Souza:

João da Cruz e Sousa (Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), 24 de novembro de 1861 — Estação do Sítio, 19 de março de 1898) foi um poeta brasileiro.
Alcunhado Dante Negro e Cisne Negro. Foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.
Filho dos negros alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, João da Cruz desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa – de quem adotou o nome de família, Sousa. A esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais.

Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em 1883, foi recusado como promotor de Laguna por ser negro. Em 1885 lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com o jornal Folha Popular. Em fevereiro de 1893, publica Missal (prosa poética baudelairiana) e em agosto, Broquéis (poesia), dando início ao Simbolismo no Brasil que se estende até 1922. Em novembro desse mesmo ano casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve quatro filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose, levando-a à loucura.

Faleceu a 19 de março de 1898 no município mineiro de Antônio Carlos, num povoado chamado Estação do Sítio, para onde fora transportado às pressas vencido pela tuberculose. Teve o seu corpo transportado para o Rio de Janeiro em um vagão destinado ao transporte de cavalos. Ao chegar, foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier por seus amigos, dentre eles José do Patrocínio, onde permaneceu até 2007, quando seus restos mortais foram então acolhidos no Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa, no centro de Florianópolis.

Cruz e Sousa é um dos patronos da Academia Catarinense de Letras, representando a cadeira número 15.
Seus poemas são marcados pela musicalidade (uso constante de aliterações), pelo individualismo, pelo sensualismo, às vezes pelo desespero, às vezes pelo apaziguamento, além de uma obsessão pela cor branca. É certo que encontram-se inúmeras referências à cor branca, assim como à transparência, à translucidez, à nebulosidade e aos brilhos, e a muitas outras cores, todas sempre presentes em seus versos.
No aspecto de influências do simbolismo, nota-se uma amálgama que conflui águas do satanismo de Baudelaire ao espiritualismo (e dentro desse, ideias budistas e espíritas) ligados tanto a tendências estéticas vigentes como a fases na vida do autor.

LÉSBIA

Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
Planta mortal, carnívora, sangrenta,
Da tua carne báquica rebenta
A vermelha explosão de um sangue vivo.

Nesse lábio mordente e convulsivo,
Ri, ri risadas de expressão violenta
O Amor, trágico e triste, e passe, lenta,
A morte, o espasmo gélido, aflitivo…

Lésbia nervosa, fascinante e doente,
Cruel e demoníaca serpente
Das flamejantes atrações do gozo.

Dos teus seios acídulos, amargos,
Fluem capros aromas e os letargos,
Os ópios de um luar tuberculoso…

— Cruz e Sousa / Broquéis (1893).

Embora quase metade da população brasileira seja não-branca, poucos foram os escritores negros, mulatos ou indígenas. Cruz e Sousa, por exemplo, é acusado de ter-se omitido quanto a questões referentes à condição negra. Mesmo tendo sido filho de escravos e recebido a alcunha de “Cisne Negro”, o poeta João da Cruz e Sousa não conseguiu escapar das acusações de indiferença pela causa abolicionista. A acusação, porém, não procede, pois, apesar de a poesia social não fazer parte do projeto poético do Simbolismo nem de seu projeto particular, o autor, em alguns poemas, retratou metaforicamente a condição do escravo. Cruz e Sousa militou, sim, contra a escravidão. Tanto da forma mais corriqueira, fundando jornais e proferindo palestras por exemplo, participando, curiosamente, da campanha antiescravagista promovida pela sociedade carnavalesca Diabo a quatro, quanto nos seus textos abolicionistas, demonstrando desgosto com a condução do movimento pela família imperial.
Quando Cruz e Sousa diz “brancura”, é preciso recorrer aos mais altos significados desta palavra, muito além da cor em si.

Obras
  • Broquéis (1893, poesía)
  • Missal (1893, poemas en prosa)
  • Tropos e Fantasias (1885, poemas en prosa, junto a Virgílio Várzea)

Obra póstuma

  • Últimos Sonetos (1905)
  • Evocações (1898, poemas em prosa)
  • Faróis (1900, poesía)
  • Outras evocações (1961, poema em prosa)
  • O livro Derradeiro (1961, poesía)
  • Dispersos (1961, poemas em prosa)

Fonte de pesquisa: Wikipedia
 

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