Poesia: Minha criança (Espírito de luz)

Poeta Tulio Rodrigues

Ao meu afilhado,
João Victor.

Tu que nasceste frágil e fraco
por pouco não foste levado pela morte,
mas, o sopro da vida te trouxe para este lado.
Criança bela, tu vives porque és forte.

Tu és a criança pura e inocente
que sentiu sem lembrar a dor para viver.
Deus faz coisas que não se entende,
as Suas ações só acontecem para quem crer.

Somos iguais, unidos pelo espírito de luz.
Uma luz linda, mas que não se vê.
Agora temos um futuro para escrever
e é a vida que nos envolve e que nos conduz.

O tempo passa e deixa lembrança,
tu és o meu menino, a minha eterna criança.

Publicado no meu livro “Versos imaturos” lançado em 2010.
©Tulio Rodrigues – Todos os direitos reservados

Poesia: Minha criança (Espírito de luz)

Poeta Tulio Rodrigues

Ao meu afilhado,
João Victor.

Tu que nasceste frágil e fraco
por pouco não foste levado pela morte,
mas, o sopro da vida te trouxe para este lado.
Criança bela, tu vives porque és forte.

Tu és a criança pura e inocente
que sentiu sem lembrar a dor para viver.
Deus faz coisas que não se entende,
as Suas ações só acontecem para quem crer.

Somos iguais, unidos pelo espírito de luz.
Uma luz linda, mas que não se vê.
Agora temos um futuro para escrever
e é a vida que nos envolve e que nos conduz.

O tempo passa e deixa lembrança,
tu és o meu menino, a minha eterna criança.

Publicado no meu livro “Versos imaturos” lançado em 2010.
©Tulio Rodrigues – Todos os direitos reservados

Documentário “Dia voa”. Assista ao trailer

Como todos os Chicólatras já sabem, o gênio Chico Buarque lança hoje o seu novo cd sob o título de “Chico”. Acredito também que a maioria vem acompanhando os vídeos diários e clipes no site chicobastidores.com.br. A partir de hoje será exibido um documentário com cenas inéditas dos bastidores da gravação. Lembrando que o documentário “Dia voa” só está disponível para quem fez a compra do disco através da gravadora Biscoito Fino. Abaixo um trailer do documentário.


“Dia Voa” (trailer) from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

Documentário “Dia voa”. Assista ao trailer

Como todos os Chicólatras já sabem, o gênio Chico Buarque lança hoje o seu novo cd sob o título de “Chico”. Acredito também que a maioria vem acompanhando os vídeos diários e clipes no site chicobastidores.com.br. A partir de hoje será exibido um documentário com cenas inéditas dos bastidores da gravação. Lembrando que o documentário “Dia voa” só está disponível para quem fez a compra do disco através da gravadora Biscoito Fino. Abaixo um trailer do documentário.


“Dia Voa” (trailer) from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

Exclusiva: “Sinhá”. Última música do novo cd de Chico Buarque

Sinhá
(João Bosco/Chico Buarque)

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem

Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
Com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal
Da santa cruz

Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvoredo
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda
Estava para Xerém

Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Para que que vassuncê
Me tira a luz

E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado
Herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá

==

João Bosco: violão e vocal
Chico Buarque: voz
Luiz Claudio Ramos: violões
Jurim Moreira: percussões
Armando Marçal: percussões

 
Chico comenta “Sinhá”


Chico: Bastidores – Chico comenta “Sinhá” from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

Exclusiva: “Sinhá”. Última música do novo cd de Chico Buarque

Sinhá
(João Bosco/Chico Buarque)

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem

Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
Com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal
Da santa cruz

Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvoredo
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda
Estava para Xerém

Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Para que que vassuncê
Me tira a luz

E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado
Herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá

==

João Bosco: violão e vocal
Chico Buarque: voz
Luiz Claudio Ramos: violões
Jurim Moreira: percussões
Armando Marçal: percussões

 
Chico comenta “Sinhá”


Chico: Bastidores – Chico comenta “Sinhá” from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

Exclusiva: Penúltima música do Cd “Chico”, “Barafunda”

Barafunda
(Chico Buarque)

Era Aurora
Não, era Aurélia
Ou era Ariela
Não me lembro agora
É a saia amarela daquele verão
Que roda até hoje na recordação

Foi na Penha
Não, foi na Glória
Gravei na memória
Mas perdi a senha
Misturam-se os fatos
As fotos são velhas
Cabelos pretos
Bandeiras vermelhas
Foi Garrincha
Não, foi de bicicleta
Juro que vi aquela bola entrar na gaveta
Tiro de meta

Foi na guerra
É, noite alta
Gritou o astronauta
Que era azul a Terra
Quando a verde-e-rosa saiu campeã
Cantando Cartola ao romper da manhã

Salve o dia azul
Salve a festa
E salve a floresta, salve a poesia
E salve este samba antes que o esquecimento
Baixe seu manto
Seu manto cinzento
Foi Glorinha
Não, era Maristela
Juro que eu ia até casar na Penha com ela
A vida é bela

É, não é
Era Zizinho era Pelé
Aliás, Soraia era Anabela
Era amarela a saia
Foi quando a verde-e-rosa saiu campeã
Cantando Cartola ao romper da manhã
Salve o dia azul
Salve a festa
E salve a floresta, salve a poesia
E salve este samba antes que o esquecimento
Baixe seu manto
Seu manto cinzento
Era Aurora
Não, era Barbarela
Juro que eu ia até o Cazaquistão atrás dela
A vida é bela

É Garrincha, é Cartola e é Mandela

==

Chico Buarque: voz e violão
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo
Jurim Moreira: bateria e percussão
João Rebouças: piano

 
Chico comenta “Barafunda”
Chico: Bastidores – Chico Comenta “Barafunda” from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

Exclusiva: Penúltima música do Cd “Chico”, “Barafunda”

Barafunda
(Chico Buarque)

Era Aurora
Não, era Aurélia
Ou era Ariela
Não me lembro agora
É a saia amarela daquele verão
Que roda até hoje na recordação

Foi na Penha
Não, foi na Glória
Gravei na memória
Mas perdi a senha
Misturam-se os fatos
As fotos são velhas
Cabelos pretos
Bandeiras vermelhas
Foi Garrincha
Não, foi de bicicleta
Juro que vi aquela bola entrar na gaveta
Tiro de meta

Foi na guerra
É, noite alta
Gritou o astronauta
Que era azul a Terra
Quando a verde-e-rosa saiu campeã
Cantando Cartola ao romper da manhã

Salve o dia azul
Salve a festa
E salve a floresta, salve a poesia
E salve este samba antes que o esquecimento
Baixe seu manto
Seu manto cinzento
Foi Glorinha
Não, era Maristela
Juro que eu ia até casar na Penha com ela
A vida é bela

É, não é
Era Zizinho era Pelé
Aliás, Soraia era Anabela
Era amarela a saia
Foi quando a verde-e-rosa saiu campeã
Cantando Cartola ao romper da manhã
Salve o dia azul
Salve a festa
E salve a floresta, salve a poesia
E salve este samba antes que o esquecimento
Baixe seu manto
Seu manto cinzento
Era Aurora
Não, era Barbarela
Juro que eu ia até o Cazaquistão atrás dela
A vida é bela

É Garrincha, é Cartola e é Mandela

==

Chico Buarque: voz e violão
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo
Jurim Moreira: bateria e percussão
João Rebouças: piano

 
Chico comenta “Barafunda”
Chico: Bastidores – Chico Comenta “Barafunda” from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

Exclusivo: “Sou eu” – Chico Buarque & Wilson das Neves

Sou Eu
(Ivan Lins/Chico Buarque)

Com a participação especial de Wilson das Neves

Na
minha mão
O
coração balança
Quando
ela se lança
No
salão
Para
esse ela bamboleia
Para
aquele ela roda a saia
Com
o outro ela se desfaz
Da
sandália
Porém
depois
Que
essa mulher espalha
Seu
fogo de palha
No
salão
Para
quem que ela arrasta a asa
Quem
vai lhe apagar a brasa
Quem
é que carrega a moça
Para
casa
Sou
eu

quem sabe dela sou eu
Quem
dança com ela sou eu
Quem
manda no samba sou eu
O
coração
Na
minha mão suspira
Quando
ela se atira
No
salão
Para
esse ela pisca um olho
Para
aquele ela quebra um galho
Com
o outro ela quase cai
Na
gandaia
Porém
depois
Que
essa mulher espalha
Seu
fogo de palha
No
salão
Para
quem que ela arrasta a asa
Quem
vai lhe apagar a brasa
Quem
é que carrega a moça
Para
casa
Sou
eu

quem sabe dela sou eu
Quem
joga o baralho sou eu
Quem
brinca na área sou eu
==
Wilson
das Neves: voz
Chico
Buarque: voz
Luiz
Claudio Ramos: violão
Jorge
Helder: baixo elétrico
Jurim
Moreira: bateria e percussão
João
Rebouças: teclados
Dudu
Trentin: teclados adicionais
Jesse
Sadoc Filho: flugelhorn
Marcelo
Martins: sax tenor
Aldivas
Ayres: trombone
Franklin
da Flauta: flauta em Sol

 
Chico comenta “Sou eu”

Exclusivo: “Sou eu” – Chico Buarque & Wilson das Neves

Sou Eu
(Ivan Lins/Chico Buarque)

Com a participação especial de Wilson das Neves

Na
minha mão
O
coração balança
Quando
ela se lança
No
salão
Para
esse ela bamboleia
Para
aquele ela roda a saia
Com
o outro ela se desfaz
Da
sandália
Porém
depois
Que
essa mulher espalha
Seu
fogo de palha
No
salão
Para
quem que ela arrasta a asa
Quem
vai lhe apagar a brasa
Quem
é que carrega a moça
Para
casa
Sou
eu

quem sabe dela sou eu
Quem
dança com ela sou eu
Quem
manda no samba sou eu
O
coração
Na
minha mão suspira
Quando
ela se atira
No
salão
Para
esse ela pisca um olho
Para
aquele ela quebra um galho
Com
o outro ela quase cai
Na
gandaia
Porém
depois
Que
essa mulher espalha
Seu
fogo de palha
No
salão
Para
quem que ela arrasta a asa
Quem
vai lhe apagar a brasa
Quem
é que carrega a moça
Para
casa
Sou
eu

quem sabe dela sou eu
Quem
joga o baralho sou eu
Quem
brinca na área sou eu
==
Wilson
das Neves: voz
Chico
Buarque: voz
Luiz
Claudio Ramos: violão
Jorge
Helder: baixo elétrico
Jurim
Moreira: bateria e percussão
João
Rebouças: teclados
Dudu
Trentin: teclados adicionais
Jesse
Sadoc Filho: flugelhorn
Marcelo
Martins: sax tenor
Aldivas
Ayres: trombone
Franklin
da Flauta: flauta em Sol

 
Chico comenta “Sou eu”